24 de agosto de 2013

pretend to be happy.

queria mesmo dizer-te tudo o que sinto, ou tudo o que escondo cá dentro, enquanto enxugo as  lágrimas que se impuseram na minha face. desprender-me da maldade inerente, quando te sussurro que prefiro a solidão ao aconchego da tua companhia. atirar-te palavras  repletas de sentido, embalsamadas com todas as mágoas que nelas se escondem. explicar-te, sem necessitar de dizer o que sinto, o quanto dói a tua indiferença, a minha alma desfaz-se em pequenos pedaços, fazendo-me sentir assim, indesejada.
não imaginas o quanto te quis, o quanto me arrependi, o quanto chorei, o quanto te desejei, o quanto pensei que o que tinha acontecido, tinha sido um erro, que talvez ficasse marcado, ou, que fosse só mais um erro perdoável, pensei de mais, outra vez, estraguei tudo.
mas agora sei que foste um privilégio, foste uma ponte para mim que acabou por cair, sim mas que acabou por me salvar, foste algo que nunca pensei viver, foste momentos inesquecíveis, foste momentos passados, foste momentos vividos plenamente. hoje percebo que não eras o meu mal, eras o meu bem, que não eras o meu veneno, eras o meu antídoto.
hoje, só quero fechar os olhos na palma da tua mão e fingir que sou feliz.