8 de setembro de 2013



first day.

caminhei devagar, olhei em frente e avistei-te ao longe, observei cada traço do teu rosto, não estou certa que isto não seja da minha imaginação, mas quase posso jurar que sorrias para mim. não te podia tocar, mas contava os segundos para chegar perto de ti. e assim foi, caminhei em tua direcção, vieste ao meu encontro e cada vez nos aproximávamos mais e mais, até que chegamos um ao outro. não houve conforto melhor, nem lugar nenhum comparado aquele. soube tão bem os mimos no cabelo, o abraço por trás, o caminho longo de mãos dadas, e ainda mais conquistar-te milhares de sorrisos. agora que olho para ti, vejo que tens um sorriso fantástico, tens uma forma inexplicável de me abraçar que me transmite toda a segurança. tinha saudades do nosso sitio, sabes ? o sítio que estará sempre marcado pelas nossas impressões, pelos nossos primeiros olhares, pelas respirações ofegantes, pelos nossos sorrisos, pelos meus passos a seguir aos teus, pelas luas cheias e amanheceres, pela minha segurança cada vez que me lembrava que estavas ali. cada vez gosto mais deste sitio, da magia nele existente. cada vez gosto mais daquilo que és, da forma como lidas com todas as situações, quer sejam fáceis ou difíceis, da forma que ages perante todos os obstáculos. hoje é o nosso lindo dia, e não o podíamos ter passado da melhor forma. fizeste questão de me acompanhar até casa, estava a ficar escuro, o tempo parecia gelar a cada segundo que passava, e tu como sempre e mais uma vez surpreendeste-me, deste-me o teu casaco, e agarraste-te a mim enquanto caminhávamos pela beira da estrada, iluminados pela lua. despediste-te com as palavras mais lindas, assim que virei costas e fechei a porta, olhaste no fundo dos meus olhos, tocaste com vigor no vidro, deixas-te as tuas impressões, li os teus lábios, sem sequer falares, e retribui com o olhar mais intenso. entrei em casa, deitei-me na cama, relembrei cada momento, sorri ao relembrar a tua ruga de frustração cada vez que pegava no telemóvel e dizias que um dia me raptavas, e aí, toda a minha atenção, seria só tua. sempre existirá em ti algo profundamente escondido e fascinante, algo que me intrigava. e é assim que te amo.
um ano, de muitos.