não sei.
não sei, é essa a palavra que mais presente está. não sei como estou, não sei como estás. não sei como estamos. tudo o que eu precisava de saber, eu não sei. não consigo compreender. não consigo entender. é tanta negatividade em cima dos meus ombros, que torna-se doloroso encontrar respostas. torna-se frustrante todos os dias retirar o poder as palavras. todos os dias desperdiçar a magia nelas existente, pelo simples facto, de escrever sempre algo pessimista. sinto-me tão derrotada, sinto que cheguei ao fundo do poço e já não encontro mais salvação possível. diz-me que se eu me perder, serás a minha luz. diz-me que vens ao meu encontro, para me agasalhares nas noites frias. e para passeares comigo, quando o sol for o nosso pilar. dá-me um sinal, mostra-me que ainda estás aqui. diz-me que assim como eu, já não aguentas mais de saudades. porque meu amor, as saudades já se apoderaram de mim. já se instalaram em todo o meu corpo. e a minha mente só faz questão, de todos os dias, repetir o ruído ensurdecedor do teu silêncio. torna-se cada vez mais difícil estar sem ti. sinto a falta do teu bom dia. do teu boa noite. sinto falta de olhar para o telemóvel, e ver lá o teu nome. sinto tanto a tua falta, que até as discussões deixam saudades. aí eu sabia, que por muito que estivéssemos mal, ainda estavas comigo. agora, não sei absolutamente nada, e isso meu amor, está a desesperar-me. vou fechar os olhos, e esperar por ti. hoje, e sempre.
