fomos, já não somos.
este é para ti, aliás, não faz sentido não o ser, quando o rasto de saudade tem o teu nome. quando o meu coração e a minha mente ainda tem as tuas pegadas. quando as tuas palavras ainda me fazem parar e pensar. na verdade eu estou a tentar viver normalmente sem ti, mas não estou a conseguir. é querer-te longe, mas esperar ansiosamente pela tua chegada. é odiar-te tanto ao ponto de te amar ainda mais. é não querer escrever, mas não resistir ao impulso de o fazer. e todas as vezes que tento esquecer tudo, é mais uma tentativa falhada. tudo o que escrevo parece tão banal, mas na verdade é algo tão forte, é a tristeza da falta de carinho. é a insuportável lembrança da tua presença altiva, da tua companhia insubstituível. a fragilidade da tua ausência. é um sentimento difícil de ultrapassar, é sentir falta de te ter ao meu lado. é não conseguir enxergar nada, pois tu eras a luz que clareava o meu caminho nas noites solitárias. era estar na corda bamba e nunca cair, por te ter do meu lado. era querer chorar mas nunca o fazer, porque tu não deixavas e fazias-me sempre sorrir. é querer tudo e não ter nada. e no fundo, não restou nada. somos um coração vazio. um sorriso sem significado. uma alma perdida. somos o que o vento levou, e fez questão de não trazer de volta.