olhos nos olhos.

o destino, ou uma mera coincidência, como lhe queiras chamar, trouxe-te até mim. inesperadamente, sem qualquer tipo de pedido ou busca, tu apareceste. procurei-te sem saber quem poderia encontrar. achei pessoas erradas, andei em sentido contrario, e por fim avistei esse teu belo rosto, que antes era desconhecido e agora já me é tanto. encontrei-te quando perdi as esperanças. encontrei-te no momento em que precisei das pessoas verdadeiras do meu lado, e nenhuma estava. quando as forças fugiram do meu alcance e tu levantaste-me do chão e desenhaste-me um novo sorriso no rosto. nunca pensei estar tão próxima de ti, quando não via isso como algo que eu quisesse. sinceramente, ainda nada é nítido. não existem explicações, nem motivos, nem certezas. está tudo tão fora de si, milhares de emoções e sensações inexplicáveis, que deixam-me sem reacção. a verdade é que tu consegues abstrair-me facilmente, consegues remover os maus pensamentos da minha mente. consegues dar-me estabilidade. aturas os meus altos e baixos e ainda assim continuas aqui. parece que gritas baixinho e ainda assim consigo ouvir-te. que me agarras quando estás longe. que me sorris com os olhos. e que continuas com intenções de ficar cada vez mais próximo, como se fossemos unha e carne. e eu não quero que vás embora, que me largues a mão, que depois de todos estes dias me abandones. pois és tu quem me defende até ao ultimo segundo, contra tudo e todos. és tu quem me ensina a encarar a realidade, és tu quem faz com que eu dê o meu máximo, e ainda que eu queira ser melhor. hoje, pela primeira vez disseste-me 'adoro-te' as palavras ficaram presas, milhares de pensamentos passaram pela minha cabeça, e todos eles ficaram guardados com medo de serem mal interpretados. na verdade isso envolveu-me de sorrisos e, digo-te agora o que não tive coragem de dizer, eu também te adoro.