ultimo.

dói quando olhamos para trás e vemos que nada está como realmente desejamos. vemos que afinal aquela tela que pintamos não se tornou realidade. vemos que nada deu certo, nem nós, nem os nossos sentimentos, nem as nossas vontades, nada. e então, é difícil de encarar a realidade. encarar aquela realidade que nos marca, que dura, insiste e persiste e que vemos diariamente mesmo em frente aos nossos olhos como que para nos relembrar que está ali sempre presente e que nada vai mudar isso. é estranho. estranho de que como tudo de um momento para o outro muda, como de o estado "bem", passamos para o "mal". parece que há ali alguma espécie de botão que se acciona e passamos de um estado de espírito para o outro. porém, já não há nada a fazer. tudo o que devia de ser feito, foi feito, simplesmente. nada mais resta a não ser conformar-me com o desfecho de tudo. o tempo não volta atrás para emendar todos os pequeninos ou grandes erros cometidos. talvez nada aconteça por mero acaso, talvez tudo tenha uma razão de ser. a inspiração escapou-me por entre os dedos, e a vontade de escrever foi-se. então sim, é o meu ultimo texto.