6 de novembro de 2013

não chega todo o tempo do mundo para te amar. não chega todo o tempo do mundo para te dar as mãos, para abraçar o teu abraço, beijar todo o teu beijo. não basta o mundo inteiro para percorrer toda a tua pele, para te passear, para te encontrar. quando falo de ti queria poder aumentar os segundos, cortar toda a infelicidade - essa que nem existe quando estou perto de ti. dás-me paz. a sensação do mundo todo nas nossas mãos, e não podia ter liberdade maior que essa. não podia ter sorriso melhor a sorrir-me, sempre que te sentas do meu lado, e abraças o meu corpo fazendo de mim rainha por detrás dessa forma de rei, que te despe a alma. és diferente, talvez porque te amo. talvez por seres tu que aturas todas as minhas tretas, me abraças e dizes que vai ficar tudo bem. talvez porque contigo cresci. talvez porque por entre todos os males, todas as falhas, todas as recaídas, tu nunca me abandonas-te. talvez porque tornaste-te no meu sorriso mais confiante. na minha lágrima mais sentida. no meu abraço mais aconchegado. no meu beijinho mais ternurento. na minha conversa mais séria e na minha maior força. porque fazes-me querer escrever, quando penso que as palavras esgotaram-se. somos dois espíritos inquietos, desligados do mundo. tu, contradizes as minhas emoções e por vezes vejo-te afeiçoado aos meus sentimentos. inspiras uma ternura inconstante e eu expiro quando necessito de algo mais. gosto do tempo que vai e vem. do tempo que te trouxe para mim e te deixou ficar. és a minha companhia quente nos dias de inverno, e por vezes, também tornas-te frio quando a minha teimosia se entrelaça no teu orgulho. ainda assim gosto de trocar sorrisos contigo, e depois à noite troca-los para dentro ao lembrar-me de ti. muitas vezes és incapaz de me deixar sozinha, e por isso vens e sentas-te ao meu lado. fazes-me sentir meio cheia, quando por fim me dás um beijo e condizes os teus olhos com os meus. sou eu em ti e tu em mim. amo-te bubu.