6 de fevereiro de 2015

Senti a necessidade de te agradecer pela paciência que sempre tiveste comigo, acredito que eu não seja fácil de aturar quando estou em baixo. Fico chata, rabugenta, e arrisco-me a dizer que não sou boa companhia, mas mesmo assim sempre dedicaste-te a mim a 100%, e bem sabes que não chega um simples agradecimento, pois mereces o mundo.
Perdi a conta à quantidade de vezes que me deixei perder no teu olhar, que me deixei levar na imensa paixão que nos une e imaginei mil e uma formas de te amar. Todas as noites vejo-te nos meus sonhos e sinto-te em cada pensamento, fecho os olhos e procuro-te em cada recanto do meu coração e ali estás tu, pronto para me fazer feliz mais uma vez. Dia após dia mostras-me um amor que eu desconhecia, um amor puro, sincero, um amor capaz de enfrentar tudo e todos, um amor que não se quebra e cada vez é mais forte. Um amor que apesar de todos os defeitos consegue ser perfeito. Quando me tens levas-me para outro mundo e vou mais além, onde tudo é mais profundo, onde o prazer de nos amarmos fala mais alto que o restante e sei que nesses momentos somos um do outro e nada nem ninguém nos rouba isso. Os teus beijos são a melodia que mais gosto de ouvir, as tuas mãos a percorrer o meu corpo é o que preciso de sentir, e meu amor, tocar-te é ter o paraíso nas mãos.
És dono do meu coração, e ele bate por ti a um ritmo já antes batido. Um dia destes deixei-o apaixonar-se por ti, e logo percebi que também o teu coração batia a um ritmo vertiginoso, foi aí que soube que éramos feitos um para o outro, que eras a minha alma gémea. Quando as nossas almas se encontraram e reconheceram que a saudade é um minúsculo sentimento que representa o que vai dentro de nós, começamos a ser felizes como outrora fomos. Este amor poderia durar um dia, um mês ou até mesmo um ano, mas ultrapassamos isso, e irá durar até onde nós permitirmos. Mas o importante desta união, não são as palavras bonitas, as mãos dadas na rua, o nosso valor está nas atitudes, no respeito, na cumplicidade e união que temos. Conheces cada detalhe e imperfeição tal como conheço de ti, sabemos tudo e no fundo não sabemos nada, pois vamos sempre descobrindo algo novo.  Descobri que era amor, quando te disse que eras tudo para mim. E o amor é assim, quando pensamos que percebemos tudo e sabemos amar, descobrimos que não há definição de amor, pois à medida que o tempo passa, ensina-nos o verdadeiro significado, e amamos mais e mais.  E que saudades que eu tinha do nosso amor, que voltou e veio para ficar.

19 de janeiro de 2015

É tarde e eu estou cansada. Abri esta pagina e não faço a mínima ideia porquê. Estou exausta, e não consigo perceber como me sinto, não sei o que fazer e muito menos o que escrever. Neste momento, sinto que o meu coração está a partir-se aos bocados, faltam-me as palavras e eu só desejava chorar. Por varias vezes pensei que chorar tornava-me uma pessoa fraca, mas infelizmente com o passar do tempo compreendi que mostrar que sou forte é o que destrói-me, porque na verdade, eu não sou nem um bocadinho. Percebi da pior maneira, que fazer-me de forte quando não o sou, faz de mim tão mais fraca. Criei uma barreira que não me permite sequer mostrar como realmente me sinto. E agora dói. Dói cada vez mais. É querer chorar quando as minhas lágrimas secaram. E o quão desejava eu chorar. É querer gritar e faltar-me a voz. Estou perdida num próprio labirinto que eu criei e já não encontro saída dele. E porquê? Porquê é que sou tão vulnerável? Porquê é que tudo o que eu acredito acabava por desmoronar-se? Sinto-me uma tremenda confusão. Sinto que o erro sou eu, e que sempre fui.
Estou a tremer e não sei sequer se é de frio ou apenas por já não aguentar ser forte o tempo todo. É tão fácil fazer com que as outras pessoas acreditem que estou bem, que isso já se tornou um habito. Basta colocar um sorriso convincente no rosto que até eu própria chego a acreditar que está tudo bem. E a verdade é que por algumas horas está. Mas como eu já devia saber, não dá para esconder como realmente  me sinto o tempo todo. Quando a música começa a tocar, quando a solidão bate na minha porta, aí não dá mais para fingir. Aí a menina forte que todos conhecem desaparece. Nesse exato momento só resta a musica, um coração partido e todas as lágrimas presas dentro de um ser tão frágil como vidro. Tão frágil que ao mínimo toque quebra. Perdi o sentido. Perdi-me e talvez nunca mais me encontre.




13 de dezembro de 2014

Porquê raio temos de intitular todas as coisas? Porquê tem de haver um passado, um presente e um futuro? Porquê é que as pessoas entram nas nossas vidas se depois acabam por nós deixar? Porquê é que tem de haver sempre alguém para estragar a nossa felicidade? Hoje, igualmente a todos os outros dias de há uns tempos para trás, estas são as duvidas que pairam pela minha cabeça. É difícil para mim perceber porque é que somos magoados e também magoamos as pessoas que gostamos. Quando gostamos de alguém não é suposto querer ver essa pessoa feliz? Então qual é o sentido do amor e da amizade se sempre acabamos por magoar alguém? Será que há sentido? Ou será que o sentido é mesmo esse, magoarmos e sermos magoados? Será que ser feliz implica também ser triste ao mesmo tempo? Mil e uma dúvidas na minha cabeça e apenas uma certeza, tentarmos entender os nossos sentimentos é a coisa mais difícil de sempre.
Ultimamente tenho levado a vida de uma forma que eu própria desconhecia ser possível, como dizem a música é a cura para todas as dores e então foi exatamente isso que fiz, procurei a música mais nostálgica e com mais significado, isolei-me no meu quarto e deixei os meus pensamentos fluírem com a música. Cada trecho descrevia na perfeição o que eu sentia e foi nesse exato momento que as minhas memorias começaram a voltar. O meu passado voltou a estar presente. O meu maior medo naquele momento tornou-se a minha maior força. Permiti-me fazer o que há muito tinha evitado. Revivi momentos. Recordei pessoas e voltei a ter sentimentos que já não faziam parte de mim, sentimentos por pessoas que já não fazem sequer parte da minha vida. A música parou e as memorias com ela morreram.
Porquê é que quando uma perdemos uma pessoa senti-mo-nos obrigados a esquece-la? Porquê é que evitamos lembrar-nos de todos os momentos bons? Porquê apagamos todos os sorrisos que a pessoa nos proporcionou? Não seria mais fácil guardarmos uma boa recordação e usufruímos dela sempre que quisermos? A verdade é que o passado vai estar sempre presente. Podemos esquecer-mo-nos dele durante um dia, uma semana, um mês, contudo, vai sempre haver algo para nos fazer lembrar dele. Talvez uma data. Uma música. Um lugar. Ou talvez a nosso própria mente queira lembrar-nos apenas por lembrar.
Esquecer alguém é como permitir-mos que nos sejam tiradas recordações. É apagar sorrisos, expressões faciais, momentos, sentimentos. É apagarmos uma parte de nós só porque estamos magoados. E se um dia essa mágoa passar e não conseguirmos recuperar as memórias do passado ? Quem é que vamos culpar sem sermos apenas nós?
Talvez o passado não seja uma coisa má e nós nem nos tenhamos dado conta. Talvez.

21 de setembro de 2014

Tudo muda. Nunca acreditei que pudesse ser assim, que alguém tão inesperadamente me conseguisse fazer tão bem, me desse tanta segurança como nunca antes alguém havia dado. Talvez nada aconteça por acaso, talvez as coisas tenham sido feitas para nos surpreender, ou talvez não tenham um motivo. Eu não sei ao certo quando é que comecei a gostar do teu sorriso ou quando é que nasceu em mim esta vontade de falar contigo a toda a hora e sorrir cada vez que recebo uma mensagem tua. Não sei quando é que comecei a desejar que sentisses a minha falta. Aliás, eu nem sei quando é que comecei a pensar em ti o tempo todo, apenas dei-me conta que minuto após minuto, durante vinte e quatro horas, tu estavas no meu pensamento e não importa o que aconteça, onde eu esteja ou o que haja entre nós, não deixes que eu morra dentro de ti. Porque dentro de mim haverá sempre uma parte de ti.
Tocas-me de todas as formas, mexes comigo física e psicologicamente. És o meu ponto mais fraco e o mais forte, em simultâneo.

7 de setembro de 2014

I miss you all the time
O que é um dia? Um dia é só um dia se não estiver contigo. É só mais um dia longe de ti, e menos um dia que falta para estar junto a ti. Um dia não passa de um dia se não tiver oportunidade de falar contigo e te dizer «gosto muito de ti»; quando o posso fazer, passa a ser um verdadeiro bom dia, sem clichés ou frases feitas que dizemos. 
Estou a tentar escrever este texto porque é muito mais fácil dizer-te seja o que for aqui, do que dizer-te diretamente a ti. Não me perguntes se é medo, receio ou até mesmo falta de coragem porque eu também não sei. 
Na verdade eu escrevo para ti porque não estou contigo, mas não havia nada que me trouxesse mais alegria. Nada me deixava mais feliz se agora ao final da tarde te pudesse encontrar. 
Lembraste de eu dizer que o tempo passa tão rapido quando estás ? Desde que foste, tudo mudou, o tempo que antes teimava em passar rápido e levar-te pra longe de mim, é o que hoje passa lentamente e faz horas parecerem dias longe de ti. 
Será cedo para dizeres que tens saudades minhas ou será que à medida que o tempo vai passando tu vais esquecendo-te de mim ? 
Não sei se desse lado ficou muito de mim, mas deste lado tem muito de ti.
Onde quer que estejas, eu estou contigo. 




6 de setembro de 2014

Para ti. Porque tudo.
Passam-me agora mil maneiras de começar este texto e nenhuma me parece a ideal. Existem milhares de palavras na minha cabeça e nenhuma delas é capaz de transmitir o que eu te quero dizer. É difícil escrever sobre ti, sabes ? Não por não haver o que dizer, muito pelo contrario, é por ter muito que dizer que não consigo dizer nada.
Desde que apareceste na minha vida percebi que para ser sentido não tem de ser difícil e que para ser verdadeiro não tem de ser demorado. Percebi que nem sempre é preciso compartilhar uma infinidade de momentos para que estes se tornem inesquecíveis. Estes podem até ser poucos, mas se forem intensos e verdadeiros, ficarão na nossa memória para sempre.
Provavelmente foi pela forma como nos teus olhos estava escrito tudo o que eu precisava de saber. Nas últimas palavras encaixavam-se perfeitamente todos os meus pensamentos. Naquelas brincadeiras estava a razão pela qual me quis aproximar tanto de ti. 
Sempre há aquela pessoa que se revela mais interessante do que aquilo que aparentava. Aquela pessoa que já conhecemos há algum tempo e nunca demos conta que ela nos faz bem. Aquela pessoa que nos faz sorrir sem ela própria dar por isso. Aquela pessoa que enche a nossa alma quando esta se encontra totalmente vazia. Aquela pessoa que muda tudo só com a sua presença. 
E essa pessoa és tu.
Gosto muito de ti e o mais triste é que só descobri isso quando foste embora. 



1 de setembro de 2014

Já pensei em mil formas de começar este texto e para ser sincera não encontrei nenhuma que descrevesse exatamente o que eu sinto que quero escrever. Hoje mais do que nunca o silencio fala mais alto, as palavras voaram para bem longe e aqui só permanece a vontade de escrever, vontade essa que me fez abrir esta pagina e ficar horas a fio a olhar para ela mesmo sem tendo algo para escrever.
É estranha a forma como me sinto e ainda mais estranho é nem sequer saber como me sinto. Talvez sejas tu o motivo disto. Ou talvez tudo seja o motivo disto. Ou será que tu és o motivo de tudo?
Sempre achei cliché o facto de algumas pessoas dizerem que precisam de outras pessoas para estarem bem Sempre pensei que era impossível precisar tanto de alguém e sempre fui a menina destemida que gritava para todo o mundo ouvir 'a minha felicidade só depende de mim'. A realidade é que agora sei que nada é como eu pensava. Hoje, eu descobri que dependo de uma pessoa. Sem dar conta disso eu apeguei-me a alguém e dizer que preciso dessa pessoa é tão pouco. Todas as palavras que eu profira são tão poucas para este sentimento tão grande. Tão único. Tão forte. Mas que raio de sentimento é este que num momento me faz sentir nas  nuvens e logo a seguir faz com que o meu mundo desabe ? 
Encontrei tudo o que precisava.
Encontrei alguém que me leva ao limite.
Encontrei um sentimento que me consome.
Encontrei alguém que desperta o pior de mim e que me faz querer ser melhor.
Encontrei-te.
E perdi-te também.

5 de julho de 2014

Olá, mais uma vez. Confesso que já tinha saudades do meu pequeno cantinho, há meses que já não lhe dou muito uso e isso deixa-me triste comigo própria pois mesmo sentido-me assim, as forças para voltarem a escrever são poucas. Este era o sitio onde partilhava tudo, desde os melhores momentos aos piores, desde as lágrimas mais deprimentes aos sorrisos mais contagiosos. Talvez até volte a escrever regularmente, talvez volte a dar vida ao meu pequeno e seguro refugio. Talvez. Mas neste momento não tenho certezas de nada e nem me esforço muito para encontrar as respostas para a minha falta de motivação. A escrita traz-me tantas recordações, algumas que eu gosto de recordar e outras que eu só quero esquecer e deixa-las fechadas a sete chaves no meu intimo. Mas para quê enganar-me ? A única coisa que eu quero esquecer és TU, apenas tu. E mesmo que eu não escreva, sei que tu vais estar sempre presente em mim. A tua presença vai estar naquela musica nostálgica, naquele filme romântico que eu só consigo idealizar contigo, no meu telemóvel por conter todas as mensagens que eu não consigo apagar, a tua voz vai ser a melodia que vai ser entoada na minha mente enquanto deixo escorrer as lágrimas mais tristes, o teu sorriso vai ser aquele que os meus olhos nunca vão esquecer, o teu perfume vai ser o aroma que eu inalei por livre e espontânea vontade mal sabendo que um dia seria esse aroma que eu iria desejar nunca ter inalado. Tu vais estar presente quando eu olhar para trás e ver o meu passado bem distante de mim, vais estar presente quando eu procurar em todas as direcções um presente mais seguro e ainda vais estar presente quando eu pensar num futuro feliz. Essa ideia de nunca conseguir esquecer-te, de nunca conseguir encontrar alguém que me dê tanto como tu me deste, assusta-me. Assusta-me porque não há um único dia em que eu não queira voltar atrás e trazer-te de volta, quando foste tu que me deixaste. Assusta-me porque o que sinto por ti é mais forte que todos os erros que tu possas cometer. Assusta-me porque mesmo quando eu não quero lembrar-me de ti, tu invades os meus pensamentos. Assusta-me porque evitei durante todo este texto escrever sobre ti, mas ele apenas resume-se a ti. E como posso eu lutar contra isso quando tu és a minha inspiração ? Talvez tu tenhas entrado na minha vida com o propósito de marca-la mesmo que não permanecesses nela. Talvez tu estejas sempre presente em mim. Talvez eu tenha demasiado de ti na minha cabeça para durar para sempre. Talvez.

11 de maio de 2014

Uma lágrima caiu quando eu li novamente a nossa última conversa. A dor parece que ficou mais forte e a saudade apertou mais. Senti uma sensação extremamente estranha. Era saudade, saudade daquela que dói. Nos últimos dias acordo e finjo que está tudo bem, finjo que não doeu. Durante o dia, mantenho o meu sorriso e luto com todas as forças contra as lágrimas, mas a noite chega e com ela traz todas as dores, tudo termina com lágrimas e ainda com uma dor mais forte que a inicial. Eu nunca percebi essa coisa de estar dependente de alguém para ser feliz, mas depois de te conhecer tudo tornou-se dessa mesma forma. Os teus dias passaram a ser os meus dias, a tua rotina a minha rotina, os teus problemas os meus problemas, e acima de tudo, a tua felicidade passou a ser a minha. Hoje, eu percebo que quando amamos alguém sempre vamos depender dessa pessoa, e eu dependi de ti. Dependi do teu sorriso para ser feliz, dependi da tua presença para não me sentir sozinha, dependi dos teus abraços para me sentir confortável, dependi do teu carinho para me sentir completa. E sabes ? eu ainda dependo. Dependo e talvez seja por isso que dói tanto a tua partida. Porque tu não eras só uma pessoa que fazia parte da minha vida, tu eras a minha base, o meu suporte, eras o que eu nunca tive. Embora para mim ainda seja um daqueles dias que está a custar imenso. Eu sei que vou ter que me habituar à tua ausência. Sei que o teu nome nunca mais vai aparecer no meu telemóvel. Que a nossa data nunca mais será comemorada. Estou cansada de ainda chorar por ti, de ainda sofrer por nunca ter sido suficiente. Mas pior é estar cansada de ainda amar o teu sorriso, o teu olhar, o teu jeito, de te ver em toda a gente, de sentir que tão cedo não sais de mim e que vou continuar cansada. Vejo beleza até na maneira como me deixaste, até na maneira como disseste adeus. Tens um pouco de perfeição em tudo o que fazes e isso cansa-me porque é impossível deixar de amar alguém assim. Estou há dias a tentar odiar-te e simplesmente não consigo. Não é por não me conseguir habituar a mais ninguém, que não tu, que te devo odiar. Mas era mais fácil para mim, sabes? Era tão mais simples se me tivesses magoado ao ponto de te odiar. Mas só me consigo odiar a mim mesma por ter gostado da maneira como me magoaste. Tentei procurar imperfeições tuas, e as que encontrei só me fazem amar-te ainda mais. Se querer bastasse, se sentir saudades bastasse, se amar bastasse, ainda podias estar comigo. A caminho de 17 meses de carinho e de uma felicidade que durante vários meses pensei que não ia acabar. Que era impossível alguém tirar aquele sorriso enorme da minha cara e tu do meu coração. É, de certa forma, exagerada a maneira como ainda gosto de ti, como ainda te vejo em tudo e como ainda espero ser para ti o que sempre foste para mim. Mas também é bonito perceber que há uns anos atrás achava impossível conseguir encontrar alguém como tu e conseguir sofrer durante tanto tempo para compensar o quanto fui feliz. É bonito perceber que mesmo estando mal, apenas pensar em ti me faz bem. Mas estou cansada de tentar tirar-te de mim e do meu coração, já que o sorriso saiu da minha cara. O que dói é saber que seguiste em frente primeiro. E eu ainda estou aqui, a pensar em como seria se estivesses comigo



10 de abril de 2014

Pela primeira vez senti a necessidade de escrever para ti. Necessidade de te trazer para o meu refúgio, o meu blog, e fazer de ti a personagem principal. És agora o protagonista de todos os meus textos e o narrador de todas as minhas histórias. És o que de melhor há em mim. Lembro-me tão bem, do primeiro toque. Do primeiro beijinho. De ver-te caminhar pela primeira vez na minha direção. Guardo cada pedacinho de ti; até a mais pequena palavra está cravada no meu coração. E, ver-te esboçar um sorriso faz-me sentir a pessoa mais sortuda do mundo. E porquê? Então, porque a tua felicidade equivale à minha e cada lágrima tua, é como se me torturasse durante horas. Sei que me idolatras, mesmo quando o silêncio nos domina. És um ser pequenino, tão frágil. E eu, sinto-me responsável pela tua dor. Quero curar todas as tuas feridas e afastar toda a mágoa que possas sentir. É bom saber que temos muito para dar, que temos tempo para ser mais. Eu sei que vales a pena, que nós valemos a pena. Então porque não fortalecemos ainda mais o que temos ? Porque não te tornas no meu único presente e no meu tão esperado futuro ? Fazes de mim a pessoa mais feliz do mundo. Fazes-me acreditar que o mundo é o que conhecemos, ou até que o posso ter nas mãos. Fazes-me acreditar que vamos ser eternos. Mesmo que eu ache que tu acabarás por ir embora, como todos foram. Tu tens-me feito bem. Melhor que ninguém. Sabes que palavras dizer na hora certa. Sabes a altura mais apropriada para me abraçar e a altura certa para me libertar. Sabes acalmar-me. E é disso que eu preciso agora: calma, carinho, estabilidade.

29 de março de 2014

Hoje especialmente está a doer mais. Dói ver que tudo acabou assim. Dói ver que largaste tudo e partiste, sem dizeres se ou quando voltas. Eras a outra metade de mim e eu destruí o que tínhamos construído ao longo dos tempos. Abdiquei de ti como quem abdica da coisa mais supérflua que possui. Tu eras meu e eu expulsei-te de mim. Hoje dói-me especialmente que tenhas partido assim e a dor que vem dentro de mim só consegue ser expressada através de lágrimas. Lágrimas de arrependimento. De tristeza. Todas as dúvidas se formam na minha cabeça e eu precisava de ti aqui. Precisava de encontrar onde te perdi e trazer-te de volta a minha vida. E se eu tentar meu bem ? Parece-te bem ou a ideia mais descabida de sempre ? Há algo dentro de mim que grita o teu nome. Todas as partes do meu corpo esperam por ti e o meu sorriso só se completa ao lado do teu. Sinto-me nervosa como nunca, sem saber o que fazer nem como agir; algo em mim puxa-me para trás, como se eu tivesse inevitavelmente de ir na tua direcção e dar-te um abraço, outra parte de mim diz-me para ignorar, fingir que não é nada, fingir que não te conheço. O cheiro a rosas evaporou, o azul do céu escureceu e a frescura do jardim que outrora foi nosso fugiu-nos por entre os dedos. E eu, sinto falta de um pequeno mimo, de um beijo roubado no meio de uns sorrisos envergonhados, da doçura da tua voz ao dizeres que o meu perfume ficava entranhado na tua roupa. Sinto saudades do teu romantismo. Mas perdi-te. Perdi-nos. Por agora, fecho os olhos e conto até três. Espero pela tua volta. Então, volta para os meus braços e ensina-me como se sorri.





22 de fevereiro de 2014

De rosto lavado em lágrimas, e as mãos dormentes, aqui, encontro-me a escrever de novo. Ao longo destes largos meses que passaram, percebi que só sinto a necessidade de escrever quando estou em apuros. E questiono-me, vezes sem conta, se escrever faz-me tão bem, porque só encontro a inspiração nestes momentos ? varias dúvidas se formam na minha cabeça, e o vento, amigo de todas as dores, resolve levar as respostas com ele, e por sinal para bem longe. Quanto mais tento fazer as coisas certo, mais as coisas saem erradas e volta tudo à estaca zero. A música melancólica já está a tocar, a minha cabeça balança em sinal de cansaço e as forças que tinha, simplesmente desapareceram. O nó na garganta é tão grande, que já não sei até quando vou aguentar tê-lo. As lágrimas tendem a formar-se nos meus olhos e eu esforço-me para não as deixar cair. Mas hoje ..  hoje foi a gota de água para que não aguentasse mais. Estou uma lástima e não sei se consegues ver isso. Não sei se consegues ver que quando digo o que penso é para aproximar-te de mim. Não sei se tens noção que a razão das minhas dores são todas as tuas mudanças constantes. Não sei o que estás a pensar neste momento, e o teu silencio, está a destruir-me. Será que estamos a mudar, mais uma vez ? Ou será que sempre que tentamos mudar, voltamos ao mesmo? As duvidas hoje são maiores que a nossa cumplicidade, e se prometeste tanto não percebo porque estás a magoar-me outra vez.


21 de dezembro de 2013

e és tu o companheiro de todas as horas. em qualquer hora, em qualquer data, em qualquer lugar, és tu que tens estado sempre ao meu lado. então, continua a dar-me noites de carinho e eu farei de tudo para te dar manhãs meio melosas. dá-me suspiros e eu irei responder com um respirar fundo de alívio total. um desses de satisfação extrema de te ter a meu lado. Fica comigo. dá-me esse teu peito quente, envolve-me nesses braços fortes e dá-me uma festa no cabelo com essas tuas mãos grandes. tudo teu. tudo o que te faz de tão meu.  no meio da confusão, é a tua mão que me mantém junto a ti. acabas por ser o meu norte. melhor, és a bússola por completo. a minha bússola. a dois, é o teu cheiro que fica em mim. tu em mim. eu em ti. nós. um no outro. a meio de uma balada, envolve o meu corpo no teu. coloca os braços na minha cintura e deixa que repouse a cabeça no teu ombro. respira para o meu pescoço e arrepia-me, como tanto gostas de fazer, só para depois me abraçares com mais força. só para me fazeres sentir pequena e protegida. deixa que mais uma vez os nossos corpos se sintonizem e, se unem numa de outras tantas formas. eu e tu. juntos. não me parece nada descabido. e não é, pois não, bebé? nós. somos ainda opostos: és alto, e eu baixa. sou a tua pequena, a que tanto dizes gostar de embalar. és quente, e eu fria. mergulha em mim nesses dias em que o sol brilha, que eu vou aconchegar-me nesse teu peito largo na falta dele. és um raio de sol. o meu raio de sol. afinal, és tu que estás lá para me proteger das tempestades da vida. és tu que me dás o ombro e a mão para impedir que caia. és tu que estás lá para me dar o colo seguro que preciso. sabes que sou forte, mas ainda não sou de ferro. por vezes parto-me, e parto-me em bocadinhos cada vez mais pequenos. e por isso, preciso de ti. faz de mim completa. nunca foste de promessas: nada de luas, mares, estrelas ou planos futuros. nada de para sempre. nada de promessas das que um dia te possa falhar a voz para as proferir. que um dia te falhe a vontade de as cumprir. admito que gosto disso. gosto dessa tua mania de viver o presente. desse pormenor de contares comigo para a semana que vem, mas não para o ano que vem. gosto desse teu impulso de te sentares num sofá a meu lado e de me rodeares os ombros. encosto a cabeça sem pensar, e fecho os olhos quando me dás um beijo no cimo da cabeça. gosto do cheiro do teu perfume misturado no meu cabelo e gosto quando dizes que já não vives sem mim. gosto de te pôr a mão no peito a meio de um abraço, só para saber se o teu coração vai a mil como o meu. gosto quando me encostas à parede, e me impedes a passagem. sinto-me tão pequena, e ao mesmo tempo tão segura. sinto que ninguém conseguiria tirar-me dali. não sem o teu consentimento e permissão. e é assim não é, meu amor? não me deixas ir. não abres mão de mim. de nós. então continua a sorrir-me e a abraçar. continua com esses beijos no cimo da cabeça e as mãos na cintura. faz de mim tua. sê meu.

6 de dezembro de 2013

Costuma-se dizer que o amor e o que é verdadeiro permanece sempre, sem ir nem voltar. Mas tu vais e voltas sempre. Será por isso que és um amor menos verdadeiro ? Ou será por isso que és mais verdadeiro que todo o resto, capaz de viver qualquer coisa, suportar tudo, refugiares-te quando necessitas, mas permaneceres sempre comigo ? Serás tu a diferença que tem estado em falta na minha vida ? Serás tu o único encaixe do meu coração, diferente de todas outras peças falsas que por aí andam, capaz de me completar por completo? Afinal de contas, foste o meu primeiro grande amor, e a verdade é que eu já te perdi e já te encontrei mas já te esqueci e também perdoei. A verdade é que tu eras parte do meu passado, uma parte bonita e neste momento, és parte do meu presente. Outrora eu amei-te. amei pela primeira vez, e fiz de ti perfeito. Porque afinal de contas, eras feito para mim: o meu corpo encaixava no teu como que peças de um puzzle perfeito. A tua mão fechava-se em torno da minha de uma forma tão natural que pareciam as mesmas, e o meu sorriso era despoletado pelo simples facto de ver o teu. Éramos assim: duas metades, duas faces da mesma moeda. Feitos um para o outro, como jurávamos a pés juntos, há tantos anos. Tu combinavas comigo. Eras a sorte grande e eu a terminação. Dias frios combinavam connosco abraçados, dentro de uma cama a ver um filme qualquer. Dias de calor combinavam connosco numa saída sem destino. O teu cheiro assentava-me bem, assim como as tuas mãos pareciam peças de um puzzle perfeito para as minhas. Sabes, eu sentia-me tão bem. Tão segura. Não tinha medos. Não contigo. E era talvez disso mesmo que eu precisava: dessa sensação de que era de alguém. de que pertencia a alguém. dessa tua maneira, desse teu jeito que me fazia sempre rir para o vento, abrir os braços para o sol ou virar a cara para a chuva. Desculpa. Desculpa mas eu ainda preciso de paredes e de armaduras. Preciso de muros, de guardas, de coletes, de espinhos e de labirintos. E depois preciso de ti. Preciso de ti para pôr à prova tudo isto. Preciso de ti para me manter inteira. Para estar segura. Tu sabes. Sabes que fui magoada. Sabes o porquê de tantos medos. Sabes o motivo de todas as inseguranças. Um dia, eu amei-te. Amei-te de todo o coração. Um amor, desses quase infantis, sabes ? Mas no entanto, amor. Tu eras o meu mundo. E eu virei costas a tanta gente e calei tanto por ti. Respirei e vivi no meio de tanto amor. E tu ? Bem, tu deixaste-me. Assim, do nada. Sem motivo, sem hora marcada. Apenas foste. Sem adeus, sem carta de despedida. Levantei muros e construí paredes. Vesti-te um colete à prova de sentimentos. Aprendi a corrida do toca e foge. Foi o que tu fizeste comigo: tocaste-me onde mais ninguém tinha alguma vez chegado e eu dei-te o que de mais precioso tinha: o meu coração. E passado tanto tempo chegas tu. Chegas de mansinho, em pés de lã, chegas e lutas por aquilo que um dia foi teu. E apesar de tudo, no fundo, eu acredito em ti.

25 de novembro de 2013

tantas foram as vezes em que senti um aperto enorme no coração e tantas foram as vezes em que este palpitou de tanta felicidade. tantas foram as vezes em que me custou respirar de tanto sufoco e tantas foram as vezes em que a minha respiração acelerou apenas com um toque teu. tantas foram as noites a chorar e tantas foram as noites a sorrir. tantas foram as lágrimas de tristeza e tantas foram as lágrimas de felicidade. tantos foram os sentimentos e as sensações tão opostas criadas apenas por ti. tantas foram as vezes em que erraste e tantas foram as vezes em que eu te perdoei. e é bom quando as coisas acontecem sem aviso prévio, acontecem porque sim e nós nem podemos sequer dizer uma palavra, porque o tempo não deixou. aquele beijo, aqueles teus braços que eu não sei dizer o como bons foram, fizeste-me sentir viva novamente. sentir os teus braços a puxarem-me para ti, e eu a puxar-te com força, como se tudo fosse terminar naquele momento. a maneira como me conseguiste cativar em tudo o que eu nunca pensei vir a olhar, fez-me ver o quão foi bom sentir o teu beijo. a tua respiração no meu pescoço. como foi bom olhar para ti e em mim nascer imediatamente um sorriso brilhante. como foi bom quando os nossos corpos ficaram marcados de tanta ser a força com que nos agarramos. cada dia é uma nova oportunidade. não a desperdices.

22 de novembro de 2013

poderia dizer-te que me foi indiferente a decisão que tomámos e poderia dizer-te que era isto que queria, mas estaria a mentir. custa-me pensar que eu concordei em mudar, custa-me aceitar que um simples obstáculo destruí-o tudo aquilo que tínhamos e planeámos ter. custou ter de me afastar e saber que fui eu que o incentivei a fazer. fiquei com as saudades da mais simples palavra, do mais insignificante momento, do mais estúpido segredo. e concluí que o defeito não está em ti mas sim em mim. tu és quem sempre foste, indiferente ao passar do tempo. mantiveste sempre a mesma personalidade e maneira de ser. eu é que à medida que o tempo passa e o sentimento aumenta, vou metendo em ti esperanças cada vez maiores, desejos que quero que realizes sem eu te ter de os contar, caprichos de raparigas. são eles que me fazem chorar e não esses tais erros que tu não cometes mas eu ateimo em apontar-te. são eles que me tiram o sono e não a suposta ausência que te aponto quando consegues estar mais presente do que eu mesma. são eles e não tu. e a verdade é que, quando os nossos olhares se cruzam o meu coração ainda palpita, ainda me sinto viva, ainda sinto que me és tudo como outrora. quando me sorris, todo o esforço que tenha feito para te esquecer, por momentos, é em vão e todos os sentimentos voltam. quando me falas, eu esqueço todos os pormenores e todas as coisas que me levaram a tentar desistir de ti e do teu ser. tu tens esse poder sobre mim e isso eu não posso negar. por mais nostalgia que por vezes tu possas trazer à minha vida, a realidade é que tudo muda com a tua presença, com o teu olhar, com o teu sorriso. é nesses momentos que me sinto incapaz de te por para trás das costas, de te deixar fora do próximo capitulo da minha história, é nesses momentos que por vezes me odeio e me adoro, simultaneamente. sei que hoje não é um dia especial e sei que quem ama o faz todos os dias, a todas as horas e a todos os segundos. mas, hoje mais que nos outros dias, desejei acordar e ver-te a meu lado, desejei um beijo, uma mensagem, qualquer coisa banal mas tua. sabes, todos aqueles olhares profundos seguidos de sorrisos fazem-me suspirar por ti, todas as palavras com intuito de me provocar e de me irritar que proferes fazem querer-te cada vez mais, todas as preocupações que tens para comigo. todos os carinhos e gestos que me fazem estar cada vez mais presa a ti, a cada dia que passa. sinto-te perto mesmo que estejas distante. procuro-te mesmo sabendo que não te irei encontrar. mas acima de tudo amo-te por tudo o que és. e vou amar-te mesmo quando todos os oceanos secarem. vou amar-te mesmo quando o sol deixar de brilhar. vou amar-te quando a lua já não brilhar, especialmente vou amar-te quando mais ninguém o fizer, quando mais ninguém estiver do teu lado. porque eu admiro-te, admiro a forma como entregas o teu coração. admiro a intensidade com que me amas, a confiança que me dás. a forma como vives cada momento comigo. «Nunca te quero magoar» não é uma promessa mas está a fazer mais sentido que qualquer uma feita até hoje. então, vamos continuar a escrever esta história palavra a palavra à medida que a vivemos para, assim, podermos continuar a ser os guias do nosso futuro, sem ter de seguir um trajecto traçado ontem. eu preciso de ti, e fazer-te sentir o oposto foi o maior erro que cometi. bubé.

17 de novembro de 2013

fecha os olhos e recua no tempo, recua até ao dia em que nos conhecemos e lentamente vai percorrendo a nossa história com a tua mente, ouve outra vez todas as palavras, solta todas as lágrimas, saboreia cada beijo, deseja cada toque, como se estivesses a reviver um passado ainda presente. vê o misto de emoções que percorre o teu corpo, a felicidade, a saudade, o desejo, o medo. o medo que tens de que, ao abrir os olhos, tudo tenha desaparecido. convence-me a fugir contigo, fugíamos para longe, para onde ninguém nos encontrasse. seríamos só tu e eu, apenas nós, longe de confusões, complicações e coisas relacionadas. adormecíamos e acordávamos ao lado um do outro, não só hoje, mas amanhã também. olhávamos nos olhos um do outro e continuávamos a sentir que juntos é o sítio certo. eu sentia que podia continuar a contar contigo como na primeira vez em que me disseste que irias cuidar de mim. sentia que queria que nós os dois fossemos um e só um. 

15 de novembro de 2013

foi na escuridão da noite que pensei em todas as palavras que foram ditas ou que deixei por dizer, foi aí que imaginei cada conversa, que construí a mesma frase vezes sem conta até encontrar a melhor forma para te dizer adeus. nem sei o que realmente pensava. eram palavras desconhecidas, palavras nunca usadas, palavras sinceras. eram palavras, e pareciam ser lidas. não estavam cansadas. voltei a sentir-me vazia como se tudo tivesse perdido o sentido, como se os objectivos tivessem desaparecido e apenas andasse à deriva para ver o que acontecia. fui-me esquecendo aos poucos. perdi-te o rasto e o sabor das palavras. o quente do teu corpo e os teus fortes abraços. percebi que houve um tempo, no passado, em que a nossa historia era a mesma, onde partilhávamos os mesmos sentimentos, os mesmos pensamentos, a mesma vida. o tempo passou, e levou-me de ti , o vento soprou e levou todas as lembranças daquilo que eras dono. hoje, fizeste-me recuar. porque apareces-te ? porque todas aquelas palavras quando já morremos ? mil e uma perguntas na verdade. e acredito que com tudo o que disse magoei-te. acredito que assim como dizes, estejas a sofrer, alias consegui ver isso nos teus olhos, enquanto captei as tuas ultimas palavras «quero o meu mundo inteiro dentro do teu olhar». sabes, ninguém se afasta de quem gosta por querer. e, se hoje sentiste que cada vez que a minha mão apertou a tua com menos força é porque a força que devia servir para te mostrar o quanto te amei, foi gasta para sarar varias feridas que me fizeste ao longo de todos estes meses, várias feridas que cansaram-se e destruíram lentamente qualquer sentimento por mais forte que ele fosse. que fez o meu cérebro tomar controlo do meu coração e agora rejeitar-te a cada segundo. hoje encerrei o nosso capitulo, com um ponto final. 

13 de novembro de 2013

não vou mentir, sinto a tua falta. confesso, tenho saudades tuas. tenho saudades de andar de mão dada contigo. tenho saudades dos teus lábios. tenho saudades do teu abraço. tenho saudades do teu sorriso. tenho saudades que me confortes. tenho saudades da confiança que tínhamos um no outro. tenho saudades de sentir o teu calor. tenho saudades de me pôr em bicos-dos-pés para chegar a ti. tenho saudades das nossas conversas. tenho saudades de desabafar contigo. tenho saudades das nossas chamadas de horas. tenho saudades de me rir das nossas coisas parvas. tenho saudades de quando fazíamos lutas de cócegas. tenho saudades de te dar os bons dias. tenho saudades de ouvir a tua voz. tenho saudades de sentir o teu toque. tenho saudades de embirrar contigo. tenho saudades que refiles comigo. tenho saudades de te ir buscar à estação. tenho saudades do nosso cantinho. tenho saudades de ir ao cinema contigo. tenho saudades de quando me acordavas. tenho saudades de te escolher a roupa. tenho saudades de andar à chuva contigo. tenho saudades dos teus sermões. tenho saudades de quando me ajudavas a estudar. tenho saudades de pintar para ti, tenho saudades de ver filmes contigo. tenho saudades de quando éramos um só, tenho saudades dos dias oito, tenho saudades de ouvir a nossa música. tenho saudades de te ver jogar. tenho saudades de ir correr contigo para o parque. tenho saudades de quando me ias buscar à escola. tenho saudades de quando me contavas os teus problemas. tenho saudades das tuas mudanças de humor. tenho saudades de quando me defendias de tudo e todos. tenho saudades de cantar só para ti, tenho saudades de sussurrar ao ouvido. tenho saudades de te chamar meu bubé. tenho tantas saudades de quando fazíamos parte da vida um do outro. e ainda dói, dói tanto que só me apetece despejar todo este sentimento que carrego todos os dias, por tua causa, por me fazeres acreditar em ti.por me fazeres sentir tão ridícula. foi-se tudo num piscar de olhos. tudo aquilo que éramos caiu, e cada vez parece mais que não há ponta por onde se pegue. a nossa história tinha três partes: um princípio, um meio e um final. e apesar de ser assim que todas as histórias se desenrolam, ainda me custa a crer que a nossa não tenha continuado para sempre.

11 de novembro de 2013

carta de despedida. 
talvez esta seja a primeira, a única, e a ultima carta que te escrevo. talvez faça-a grande e diga tudo o que está preso na minha mente ou talvez faça-a pequena e corra o risco de deixar coisas por dizer. no fundo, eu posso vir a sentir muito a tua falta, posso perder-me varias vezes e demorar para esquecer tudo aquilo que um dia fomos. mas de facto, tudo aquilo que existia entre nós morreu. e quanto mais a chuva cai e o frio aperta, mais os meus restantes sentimentos por ti congelam e a minha indiferença cresce. porque agora estamos sozinhos. deixamos palavras trancadas e lágrimas escondidas. o que fomos é esquecido e nunca mais voltará. e é assim que iremos viver, na ilusão que tudo foi esquecido e levado pelo vento. morremos e tudo o que construímos vai morrendo aos poucos, porque já nem as tuas palavras antes de dormir eu quero ouvir. não te quero seguir, nem te quero perceber. porque tu fazes-me sentir a maior estúpida à face da terra, estúpida ao ponto de acreditar em ti. sabes, neste momento as nossas musicas, aquelas que tanto significado tinham estão a tocar. involuntariamente, recordam-me de tudo o que tínhamos e éramos. fazem-me olhar para trás, porém, eu ainda consigo ver-te, ainda consigo sentir-te. estamos tão longe, que esse longe, por vezes, torna-se perto. todos os passeios a meio da noite. todas as despedidas seladas com um beijo. todas as danças. todos as respirações coladas ao ouvido. todos os sorrisos. todos os abraços. todas as lágrimas. todos estes momentos estão agora a ser recordados, vividos, se assim preferires. o que me faz pensar como seria se tudo fosse formatado ao que somos agora. é dar um passo em frente e recuar três. é depositar confiança e esperança em algo que já não faz mais sentido. está difícil. alias, escrever para ti nunca foi fácil, sendo que não existem palavras capazes de exprimir aquilo que neste momento existe dentro de mim. mas mesmo assim não é impossível. novamente uma lágrima escorre pelo meu rosto e dela seguem-se outras imensas. tenho os lábios amargos devido a este choro que se tornou constante. as minhas madrugadas tornaram-se momentos perfeitos para pensar em nós e recordar aquilo que acabou. estar sozinha é mais doloroso, mas assim ninguém julga. ninguém dá opiniões. estou ali apenas eu e a nossa música que soa em modo repeat no meu telemóvel. sabes, eu confesso, eu tenho saudades tuas. no fundo, parte de mim quer te procurar, agarrar, e agarrar com toda a minha força e não deixar que acabemos assim. mas quantas vezes já estivemos juntos? e dessas vezes, como é que acabámos sempre? creio que não seja preciso referir isso. magoar-nos mais para que ? é isso que fazemos, é isso que me fazes. desilusões, atrás de desilusões. só o que tu não sabes é que escrever para ti tornou-se monótono. as palavras tornaram-se erros atrás de erros, onde colo sorrisos por cima para não parecer tão mal. onde a minha mente paralisa cada vez que tenho vontade de te escrever. porque talvez tenhas sido tu a acabar com a minha inspiração diária. e o que tu não sabes é que as feridas que me abriste, são daquelas que nem o que sinto por ti consegue sarar. por isso eu, só quero-me esquecer de ti.