23 de agosto de 2013

sadness. 

existem dias assim, difíceis de passar e hoje é um deles. olho para o relógio de minuto a minuto, só peço para que as horas passem, para que anoiteça rapidamente, porque enquanto durmo a dor não está presente. mas o tempo teima em não passar, os meus membros vão ficando impotentes, e a raiva consome-me por dentro. há dias em que as horas passam incrivelmente devagar quando o que mais quero é que elas voem e levem com elas  a dor que me consome. 
olhei, tentei não abrir, o meu coração sentia que ia sair magoado, a minha mente insistia, e na luta entre ambos, a mente saiu vencedora, mais uma vez. quando dei por mim estava a ler, a intensidade do que estava escrito deixou-me sem reacção por alguns segundos, tentei parar, mas era mais forte do que eu, as lágrimas escorriam pelo o meu rosto. senti a necessidade de desligar a musica, a nostalgia envolveu-me e agora sou sua refém, sinto a minha alma tão pesada como os meus passos, até o meu olhar está preenchido pelo vazio. dava tudo para não ter lido aquilo, dava tudo para ter ficado na ignorância, estou trancada em lágrimas e só tu possuis a chave do meu sorriso, tentei aguentar tudo isto que me magoa e agir normalmente, infelizmente sinto-me incapaz de o fazer, a solidão sussurra-me ao ouvido e puxa-me para ela, e hoje? eu quero ir, quero sentar-me na berma da estrada e reviver todos os nossos momentos, aqueles em que éramos só eu e tu. tremi, e por momentos pensei que o caminho que seguia ia ser diferente do feito até hoje, sobra-me pouca esperança, o meu peito doí e a minha alma escurece. tenho vontade de fugir mas sei que de uma maneira ou de outra nos temos de encontrar, a minha fragilidade não me deixa avançar até ti,  sinto-me incapaz de aparecer e explicar o porque da minha ausência, não por falta de motivos, mas sim por excesso deles. o meu coração grita a todo o momento tudo o que escondo, tudo o que guardo para mim e tudo o que te sussurro em silêncio. é como se ouvisse a cada instante, uma voz dizendo para te guardar, para te proteger, para permanecer mais um dia neste nosso calendário de milhares de dias juntos.
tenho uma enorme vontade de sair, de andar por horas e horas sem destino, de me desligar do mundo. estou a guardar tudo para mim, por acumulação. vejo pedaços de sorrisos espalhados pelo chão, não abdiquei deles, apenas perdi-os, perdi a vontade de me manter sorridente, transbordo tristeza e cultivo dor. o que sinto por ti não é quebrado por qualquer insignificância, e prometo-te garantidamente que não desisto de ti, mas hoje a necessidade de me isolar é maior.
nada está perdido porque nos temos.