23 de agosto de 2013

i died.

cheguei a casa e corri para o meu quarto, sentei-me no parapeito da janela enquanto olhava para o céu, observava as estrelas, os pequenos pormenores que as fazem ser diferentes umas das outras, e novamente o meu pensamento passava por ti. sentia a ponta dos dedos a gelar enquanto te escrevia estas palavras, a nossa música ecoava-me por entre a alma, sentia os olhos a fecharem-se e as lágrimas escorreram pelo meu rosto como gotas que rasgavam violentamente o céu num daqueles dias chuvosos. o meu corpo tremia era o efeito dos nervos que me fazia prender os movimentos. o quarto encontrava-se repleto de cores vivas, mas a minha mente insistia em mostrar-me tudo a preto e branco, livros e móveis por todo o lado, mas mesmo assim estava tudo tão vazio. a angustia e solidão crescia a cada minuto que passava, a minha alma rompia-se, o meu coração ficava sufocado e o sorriso perdia-se por entre infinitas lágrimas.
fiquei ali,  a pedir aos céus para te reencontrar pelo meio do meu sonho, e quando te tivesse nos braços pediria ao relógio que parasse. deitei-me na cama e guardei tudo para mim, mergulhei em recordações, senti que nada me podia salvar desta maré de emoções melancólicas, é uma sensação estranha. engoli a dor e tentei adormecer.
porque hoje eu já morri uma centena de vezes.