13 de setembro de 2013

até um dia. 
'olá', uma palavra tão vazia, não achas ? curioso, como a simplicidade desta palavra pode conter uma imensidão de memórias. não tivesse sido isso o inicio de tudo. por falar em inicio, consegues lembrar-te do nosso ? penso muito nisso. na primeira promessa, no primeiro olhar, nas primeiras sensações. a verdade é que não sei o que dizer acerca de nós, não sei mesmo. se calhar pela quantidade de desilusões que de certa forma te fiz sentir nos últimos tempos. talvez devesse ficar contigo. talvez devesse fazer tudo por nós, assim como tu fazes. queria que não fosse tão complicado. que quando eu ficasse triste, conseguisse deixar-te abraçar-me. que quando tu estivesses feliz, eu conseguisse compartilhar contigo todos os sorrisos. queria conseguir mostrar-te a falta que me fazes. que afastar-me de ti, está a destruir-me. queria que visses nos meus olhos o quanto está a doer. hoje, quando saí da tua beira, com as lágrimas no rosto, só pensava nisto: ''está a chegar a hora, ambos sabemos o que nos espera.'' sou incapaz de tomar uma decisão, sou incapaz de ser feliz assim. sou incapaz de sorrir se não estiveres por perto, porque sinceramente, fazes parte de mim. desistir ou tentar mais uma vez, é essa a questão que tanto me atormenta. tenho dificuldade em perceber o que estou a sentir neste momento. deitada sobre a cama , sem mexer-me. fico em silêncio, sem dizer uma palavra. calo os meus pensamentos e deixo fluir o meu coração. estou rodeada por incertezas, movida pelo medo, e embalada pela musica nostálgica. as lágrimas caem, lentamente. espalham-se e insistem em tocar em todas as partes do meu corpo. há coisas que nunca vão mudar, só porque não são feitas para mudar. e mesmo que eu queira muito, não consigo alterá-las. é que nem sempre querer é sinónimo de conseguir e conseguir implica muito mais que querer. há coisas que nunca vou esquecer, porque não são para esquecer. e tu meu anjo, és uma dessas coisas. estou em duvida no que dizer na ultima mensagem. se eu disser que te adoro, vai saber a pouco. e se escrever que te amo, parecerá tão banal que é como se passasses pela palavra e não notasses que ela está mesmo por baixo dos teus pés. então prefiro não dizer nada. e o nada pode ser tanto. e deixar que o silêncio fale e te dê todas as respostas que procuras. a verdade é que eu ainda preciso de ti, mesmo estando toldada pelo orgulho. e tu mesmo magoado, também não me deixas de amar. apesar de tudo, tu nunca me abandonas-te. eu não tenho palavras para te agradecer por isso. tens ideia de quantas vezes, no meio de uma infinidade de lágrimas me fizeste sorrir ? de quantos dias péssimos tornaste em melhores ? tens noção como me acalmavas no meio de cada tempestades ? das vezes que seguraste a minha mão, e indicaste-me o caminho, quando eu estava perdida ? tenho que agradecer-te por tudo. e sim, agora que olho para trás, vejo que foi o melhor que podias ter feito por mim. vou dormir meu bem, afastada de ti, mas vou. só quero descansar-te, vou, mas em breve eu volto. ter-me-ás sempre aí, encostada ao teu peito e a falar baixinho ao teu ouvido: sempre. nem que seja na imaginação.