16 de outubro de 2013

odeio-te.
sabes, hoje não é de todo um bom dia para escrever-te. contudo, sinto que tenho de o fazer. sinto que tenho de proferir todas as palavras que estão presas, porque se não o fizer, o mais provável é explodir. como podes calcular, os vocábulos mais frios e duros são aqueles que estão na ponta da minha língua. não por querer, nem por achar que seja o melhor. mas sim porque deixaste-me sem alternativas, porque agiste como prometes-te nunca o fazer. e tudo o que fizeste hoje ? eu nunca vou esquecer. posso eventualmente perdoar, com o tempo. mas esquecer, isso não o vou fazer. talvez mereças ouvir todas estas palavras repletas de desilusão e mágoa. talvez mereças sentir um bocado do que eu senti. talvez mereças que eu nunca mais volte a olhar para a tua cara. mas para que ? nada, porque não te vai magoar tanto como me magoou a mim. porque por trás de cada promessa, há agora mil falhas. por trás de cada momento, há agora desilusão. por trás de cada amo-te, há agora um odeio-te. e sabes ? odeio-te. odeio-te tanto. odeio-te por quebrares tudo. odeio-te por prometeres tanto e não cumprires nada. odeio-te por teres sido como todos os outros. e odeio-te mais por ainda sentir saudades tuas.