15 de outubro de 2013

sozinha. 
lá fora a chuva cai, tão intensamente como caiem as lágrimas que escorrem pelo meu rosto. o frio trespassa por mim, penetra as minhas roupas, e toca no meu corpo, deixando-me arrepiada, e com uma sensação bastante estranha. não sei ao certo o que estou a sentir, será tristeza ? solidão ? talvez seja um pouco de ambos. estou sem chão. sem ar. não há palavras para explicar o que aconteceu. este é o desabafo mais sincero que tenho nos últimos dias, e é precisamente aqui que o tenho, pois, ultimamente sinto que ninguém irá entender-me. sozinha. quebrada. estilhaçada. magoada. ferida, são estes os adjectivos que descrevam a forma como me sinto neste momento. estou deitada na cama, sinto os meus olhos a fecharem-se sozinhos e, um duro pensamento a levar-me para onde não quero estar. só tenho vontade de gritar bem alto, mas não quero que ninguém saiba disto, e para tal não acontecer refugio-me aqui no meu quarto. bem isolada, e presa as músicas que descrevem o que sinto. os meus olhos indicam o que sinto, e quem me conhece bem apenas com um olhar, sabe o que vai na minha mente. sabe que isto nunca irá passar, porque simplesmente sempre foi assim, e por muito que tente e continue a lutar nunca irá mudar, tenho que me continuar a acomodar a viver assim. o tempo já não passa. os meus dias são todos iguais, esta dor torna-se cada vez pior, os meus sorrisos já não têm nada dentro deles e esta aparência de rapariga que supera tudo está a ser apenas um disfarce, que esconde as noites que passo a chorar. só sei que preciso de me curar por dentro e acreditar que depois desta tempestade virá um arco-íris bonito.