13 de novembro de 2013

não vou mentir, sinto a tua falta. confesso, tenho saudades tuas. tenho saudades de andar de mão dada contigo. tenho saudades dos teus lábios. tenho saudades do teu abraço. tenho saudades do teu sorriso. tenho saudades que me confortes. tenho saudades da confiança que tínhamos um no outro. tenho saudades de sentir o teu calor. tenho saudades de me pôr em bicos-dos-pés para chegar a ti. tenho saudades das nossas conversas. tenho saudades de desabafar contigo. tenho saudades das nossas chamadas de horas. tenho saudades de me rir das nossas coisas parvas. tenho saudades de quando fazíamos lutas de cócegas. tenho saudades de te dar os bons dias. tenho saudades de ouvir a tua voz. tenho saudades de sentir o teu toque. tenho saudades de embirrar contigo. tenho saudades que refiles comigo. tenho saudades de te ir buscar à estação. tenho saudades do nosso cantinho. tenho saudades de ir ao cinema contigo. tenho saudades de quando me acordavas. tenho saudades de te escolher a roupa. tenho saudades de andar à chuva contigo. tenho saudades dos teus sermões. tenho saudades de quando me ajudavas a estudar. tenho saudades de pintar para ti, tenho saudades de ver filmes contigo. tenho saudades de quando éramos um só, tenho saudades dos dias oito, tenho saudades de ouvir a nossa música. tenho saudades de te ver jogar. tenho saudades de ir correr contigo para o parque. tenho saudades de quando me ias buscar à escola. tenho saudades de quando me contavas os teus problemas. tenho saudades das tuas mudanças de humor. tenho saudades de quando me defendias de tudo e todos. tenho saudades de cantar só para ti, tenho saudades de sussurrar ao ouvido. tenho saudades de te chamar meu bubé. tenho tantas saudades de quando fazíamos parte da vida um do outro. e ainda dói, dói tanto que só me apetece despejar todo este sentimento que carrego todos os dias, por tua causa, por me fazeres acreditar em ti.por me fazeres sentir tão ridícula. foi-se tudo num piscar de olhos. tudo aquilo que éramos caiu, e cada vez parece mais que não há ponta por onde se pegue. a nossa história tinha três partes: um princípio, um meio e um final. e apesar de ser assim que todas as histórias se desenrolam, ainda me custa a crer que a nossa não tenha continuado para sempre.