11 de maio de 2014
Uma lágrima caiu quando eu li novamente a nossa última conversa. A dor parece que ficou mais forte e a saudade apertou mais. Senti uma sensação extremamente estranha. Era saudade, saudade daquela que dói. Nos últimos dias acordo e finjo que está tudo bem, finjo que não doeu. Durante o dia, mantenho o meu sorriso e luto com todas as forças contra as lágrimas, mas a noite chega e com ela traz todas as dores, tudo termina com lágrimas e ainda com uma dor mais forte que a inicial. Eu nunca percebi essa coisa de estar dependente de alguém para ser feliz, mas depois de te conhecer tudo tornou-se dessa mesma forma. Os teus dias passaram a ser os meus dias, a tua rotina a minha rotina, os teus problemas os meus problemas, e acima de tudo, a tua felicidade passou a ser a minha. Hoje, eu percebo que quando amamos alguém sempre vamos depender dessa pessoa, e eu dependi de ti. Dependi do teu sorriso para ser feliz, dependi da tua presença para não me sentir sozinha, dependi dos teus abraços para me sentir confortável, dependi do teu carinho para me sentir completa. E sabes ? eu ainda dependo. Dependo e talvez seja por isso que dói tanto a tua partida. Porque tu não eras só uma pessoa que fazia parte da minha vida, tu eras a minha base, o meu suporte, eras o que eu nunca tive. Embora para mim ainda seja um daqueles dias que está a custar imenso. Eu sei que vou ter que me habituar à tua ausência. Sei que o teu nome nunca mais vai aparecer no meu telemóvel. Que a nossa data nunca mais será comemorada. Estou cansada de ainda chorar por ti, de ainda sofrer por nunca ter sido suficiente. Mas pior é estar cansada de ainda amar o teu sorriso, o teu olhar, o teu jeito, de te ver em toda a gente, de sentir que tão cedo não sais de mim e que vou continuar cansada. Vejo beleza até na maneira como me deixaste, até na maneira como disseste adeus. Tens um pouco de perfeição em tudo o que fazes e isso cansa-me porque é impossível deixar de amar alguém assim. Estou há dias a tentar odiar-te e simplesmente não consigo. Não é por não me conseguir habituar a mais ninguém, que não tu, que te devo odiar. Mas era mais fácil para mim, sabes? Era tão mais simples se me tivesses magoado ao ponto de te odiar. Mas só me consigo odiar a mim mesma por ter gostado da maneira como me magoaste. Tentei procurar imperfeições tuas, e as que encontrei só me fazem amar-te ainda mais. Se querer bastasse, se sentir saudades bastasse, se amar bastasse, ainda podias estar comigo. A caminho de 17 meses de carinho e de uma felicidade que durante vários meses pensei que não ia acabar. Que era impossível alguém tirar aquele sorriso enorme da minha cara e tu do meu coração. É, de certa forma, exagerada a maneira como ainda gosto de ti, como ainda te vejo em tudo e como ainda espero ser para ti o que sempre foste para mim. Mas também é bonito perceber que há uns anos atrás achava impossível conseguir encontrar alguém como tu e conseguir sofrer durante tanto tempo para compensar o quanto fui feliz. É bonito perceber que mesmo estando mal, apenas pensar em ti me faz bem. Mas estou cansada de tentar tirar-te de mim e do meu coração, já que o sorriso saiu da minha cara. O que dói é saber que seguiste em frente primeiro. E eu ainda estou aqui, a pensar em como seria se estivesses comigo
