10 de abril de 2014

Pela primeira vez senti a necessidade de escrever para ti. Necessidade de te trazer para o meu refúgio, o meu blog, e fazer de ti a personagem principal. És agora o protagonista de todos os meus textos e o narrador de todas as minhas histórias. És o que de melhor há em mim. Lembro-me tão bem, do primeiro toque. Do primeiro beijinho. De ver-te caminhar pela primeira vez na minha direção. Guardo cada pedacinho de ti; até a mais pequena palavra está cravada no meu coração. E, ver-te esboçar um sorriso faz-me sentir a pessoa mais sortuda do mundo. E porquê? Então, porque a tua felicidade equivale à minha e cada lágrima tua, é como se me torturasse durante horas. Sei que me idolatras, mesmo quando o silêncio nos domina. És um ser pequenino, tão frágil. E eu, sinto-me responsável pela tua dor. Quero curar todas as tuas feridas e afastar toda a mágoa que possas sentir. É bom saber que temos muito para dar, que temos tempo para ser mais. Eu sei que vales a pena, que nós valemos a pena. Então porque não fortalecemos ainda mais o que temos ? Porque não te tornas no meu único presente e no meu tão esperado futuro ? Fazes de mim a pessoa mais feliz do mundo. Fazes-me acreditar que o mundo é o que conhecemos, ou até que o posso ter nas mãos. Fazes-me acreditar que vamos ser eternos. Mesmo que eu ache que tu acabarás por ir embora, como todos foram. Tu tens-me feito bem. Melhor que ninguém. Sabes que palavras dizer na hora certa. Sabes a altura mais apropriada para me abraçar e a altura certa para me libertar. Sabes acalmar-me. E é disso que eu preciso agora: calma, carinho, estabilidade.