29 de março de 2014

Hoje especialmente está a doer mais. Dói ver que tudo acabou assim. Dói ver que largaste tudo e partiste, sem dizeres se ou quando voltas. Eras a outra metade de mim e eu destruí o que tínhamos construído ao longo dos tempos. Abdiquei de ti como quem abdica da coisa mais supérflua que possui. Tu eras meu e eu expulsei-te de mim. Hoje dói-me especialmente que tenhas partido assim e a dor que vem dentro de mim só consegue ser expressada através de lágrimas. Lágrimas de arrependimento. De tristeza. Todas as dúvidas se formam na minha cabeça e eu precisava de ti aqui. Precisava de encontrar onde te perdi e trazer-te de volta a minha vida. E se eu tentar meu bem ? Parece-te bem ou a ideia mais descabida de sempre ? Há algo dentro de mim que grita o teu nome. Todas as partes do meu corpo esperam por ti e o meu sorriso só se completa ao lado do teu. Sinto-me nervosa como nunca, sem saber o que fazer nem como agir; algo em mim puxa-me para trás, como se eu tivesse inevitavelmente de ir na tua direcção e dar-te um abraço, outra parte de mim diz-me para ignorar, fingir que não é nada, fingir que não te conheço. O cheiro a rosas evaporou, o azul do céu escureceu e a frescura do jardim que outrora foi nosso fugiu-nos por entre os dedos. E eu, sinto falta de um pequeno mimo, de um beijo roubado no meio de uns sorrisos envergonhados, da doçura da tua voz ao dizeres que o meu perfume ficava entranhado na tua roupa. Sinto saudades do teu romantismo. Mas perdi-te. Perdi-nos. Por agora, fecho os olhos e conto até três. Espero pela tua volta. Então, volta para os meus braços e ensina-me como se sorri.