19 de janeiro de 2015

É tarde e eu estou cansada. Abri esta pagina e não faço a mínima ideia porquê. Estou exausta, e não consigo perceber como me sinto, não sei o que fazer e muito menos o que escrever. Neste momento, sinto que o meu coração está a partir-se aos bocados, faltam-me as palavras e eu só desejava chorar. Por varias vezes pensei que chorar tornava-me uma pessoa fraca, mas infelizmente com o passar do tempo compreendi que mostrar que sou forte é o que destrói-me, porque na verdade, eu não sou nem um bocadinho. Percebi da pior maneira, que fazer-me de forte quando não o sou, faz de mim tão mais fraca. Criei uma barreira que não me permite sequer mostrar como realmente me sinto. E agora dói. Dói cada vez mais. É querer chorar quando as minhas lágrimas secaram. E o quão desejava eu chorar. É querer gritar e faltar-me a voz. Estou perdida num próprio labirinto que eu criei e já não encontro saída dele. E porquê? Porquê é que sou tão vulnerável? Porquê é que tudo o que eu acredito acabava por desmoronar-se? Sinto-me uma tremenda confusão. Sinto que o erro sou eu, e que sempre fui.
Estou a tremer e não sei sequer se é de frio ou apenas por já não aguentar ser forte o tempo todo. É tão fácil fazer com que as outras pessoas acreditem que estou bem, que isso já se tornou um habito. Basta colocar um sorriso convincente no rosto que até eu própria chego a acreditar que está tudo bem. E a verdade é que por algumas horas está. Mas como eu já devia saber, não dá para esconder como realmente  me sinto o tempo todo. Quando a música começa a tocar, quando a solidão bate na minha porta, aí não dá mais para fingir. Aí a menina forte que todos conhecem desaparece. Nesse exato momento só resta a musica, um coração partido e todas as lágrimas presas dentro de um ser tão frágil como vidro. Tão frágil que ao mínimo toque quebra. Perdi o sentido. Perdi-me e talvez nunca mais me encontre.