10 de novembro de 2013


o nó na garganta aumenta. tenho de um lado uma voz que me atira para baixo, e do outro,  uma que me diz para ser feliz  e, que o melhor ainda está para vir. contudo, a minha tempestade já dura há demasiado tempo para ainda não ter vindo a bonança. neste momento, sou um simples corpo cheio de lágrimas choradas. sou um coração frio e todo partido. sou uma alma vazia. uns olhos pequenos e cheios de vontade de fechar e nunca mais abrirem. sou um nada no meio do oceano. respiro. as pernas ficam moles e os braços perdem-se. perdem-se do tempo e da vontade, acabam a fugir de mim. não controlo os pensamentos, que me embalam ao som de uma melodia calma, mas ao mesmo tempo nervosa, agitada. agitado está o meu coração que pensa demais e acaba no chão. sinto-me bem no escuro. a música repete-se vezes sem conta e eu vou adoçando as palavras que calei por medo. medo de perder. medo de respirar fundo demais e não ser capaz de acalmar alguém que não sabe ter braços para me abraçar. respiro. e acabo por sentir, que tudo em mim morreu.