10 de novembro de 2013

vai. 
pergunto-me varias vezes «será que te conheço?» «alguma vez conheci?» «alguma vez disseste a verdade?» chego a conclusão que é inútil tentar perceber, quando todas as respostas sempre estiveram guardadas no meu intimo. quando a verdade já há muito que está a frente dos meus olhos, eu é que teimava em não querer vê-la. sempre quis acreditar em todas as tuas mentiras. quantas foram? já perdi a conta. os meus olhos fecham-se com tanta força e não se querem abrir mais. entre o escuro do silêncio da noite e as tuas ultimas palavras absurdas que me ficam nos ouvidos, eu prefiro a primeira opção. prefiro fechar-me ao silêncio, entregar-me de pés e mãos atadas à escuridão que os meus olhos apresentam, do que respirar as tuas frases. inalando mais e mais mentiras. agora já não choro por não te ter.  porque eu já não sei o que é ter-te. esqueci-me de como é agarrar-te, de como era bom todas as vezes em que te enchia de beijinhos no nariz. esqueci-me. ou talvez tu me tenhas feito esquecer-te. e no fim, vais voltar a ir embora, como sempre fizeste. desta vez podes ir.