21 de dezembro de 2013

e és tu o companheiro de todas as horas. em qualquer hora, em qualquer data, em qualquer lugar, és tu que tens estado sempre ao meu lado. então, continua a dar-me noites de carinho e eu farei de tudo para te dar manhãs meio melosas. dá-me suspiros e eu irei responder com um respirar fundo de alívio total. um desses de satisfação extrema de te ter a meu lado. Fica comigo. dá-me esse teu peito quente, envolve-me nesses braços fortes e dá-me uma festa no cabelo com essas tuas mãos grandes. tudo teu. tudo o que te faz de tão meu.  no meio da confusão, é a tua mão que me mantém junto a ti. acabas por ser o meu norte. melhor, és a bússola por completo. a minha bússola. a dois, é o teu cheiro que fica em mim. tu em mim. eu em ti. nós. um no outro. a meio de uma balada, envolve o meu corpo no teu. coloca os braços na minha cintura e deixa que repouse a cabeça no teu ombro. respira para o meu pescoço e arrepia-me, como tanto gostas de fazer, só para depois me abraçares com mais força. só para me fazeres sentir pequena e protegida. deixa que mais uma vez os nossos corpos se sintonizem e, se unem numa de outras tantas formas. eu e tu. juntos. não me parece nada descabido. e não é, pois não, bebé? nós. somos ainda opostos: és alto, e eu baixa. sou a tua pequena, a que tanto dizes gostar de embalar. és quente, e eu fria. mergulha em mim nesses dias em que o sol brilha, que eu vou aconchegar-me nesse teu peito largo na falta dele. és um raio de sol. o meu raio de sol. afinal, és tu que estás lá para me proteger das tempestades da vida. és tu que me dás o ombro e a mão para impedir que caia. és tu que estás lá para me dar o colo seguro que preciso. sabes que sou forte, mas ainda não sou de ferro. por vezes parto-me, e parto-me em bocadinhos cada vez mais pequenos. e por isso, preciso de ti. faz de mim completa. nunca foste de promessas: nada de luas, mares, estrelas ou planos futuros. nada de para sempre. nada de promessas das que um dia te possa falhar a voz para as proferir. que um dia te falhe a vontade de as cumprir. admito que gosto disso. gosto dessa tua mania de viver o presente. desse pormenor de contares comigo para a semana que vem, mas não para o ano que vem. gosto desse teu impulso de te sentares num sofá a meu lado e de me rodeares os ombros. encosto a cabeça sem pensar, e fecho os olhos quando me dás um beijo no cimo da cabeça. gosto do cheiro do teu perfume misturado no meu cabelo e gosto quando dizes que já não vives sem mim. gosto de te pôr a mão no peito a meio de um abraço, só para saber se o teu coração vai a mil como o meu. gosto quando me encostas à parede, e me impedes a passagem. sinto-me tão pequena, e ao mesmo tempo tão segura. sinto que ninguém conseguiria tirar-me dali. não sem o teu consentimento e permissão. e é assim não é, meu amor? não me deixas ir. não abres mão de mim. de nós. então continua a sorrir-me e a abraçar. continua com esses beijos no cimo da cabeça e as mãos na cintura. faz de mim tua. sê meu.